sábado, 31 de maio de 2014

Aprenda a instalar o novo Linux Mint 17 aka “Qiana”

O Linux Mint 17 aka Qiana é baseado no Ubuntu 14.04  e é  resultado de alguns meses de árduo trabalho levado a cabo pela equipa de desenvolvimento que tem sempre com o objectivo produzir a melhor, mais estável e mais avançada distribuição Linux.
Esta versão  é LTS, o que significa que terá 5 anos de suporte, traz muitas as novidades,  Hoje vamos mostrar, passo a passo, como é fácil instalar esta versão.
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Como é hábito da nossa parte, costumamos marcar o lançamento de algumas distribuições Linux com um pequeno tutorial com o processo de instalação. Dessa forma deixam de existir motivos para não experimentar e quem sabe ficar fã.
Para a elaboração deste tutorial criarmos uma máquina Virtual recorrendo ao VirtualBox com as seguintes configurações:
  • Disco: 10 GB
  • Memória RAM: 2 GB
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Como instalar o Linux Mint 17?
A instalação do Linux Mint sempre foi uma tarefa relativamente simples. Quem pretender instalar esta versão deverá seguir os seguintes passos:
Nota: Para este tutorial escolhemos a versão com o ambiente de trabalho Mate.
Passo 1 – Depois da maquina virtual arrancar com o Mint 17, devem carregar em Install Linux Mint para dar inicio à instalação do sistema no disco.
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Passo 2 – Indicar qual o idioma de instalação
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Passo 3 – Validação dos pré-requisitos
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Passo 4 – O próximo menu permite o particionamento simples do nosso disco. Como estamos a usar um disco virtual, vamos escolher a opção “Apagar disco e instalar Linux Mint”.Quem pretender instalar o Mint nativamente numa partição, deve escolher a opção “Mais uma coisa
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Passo 5 – O próximo passo é indicar o time zone (fuso horário)
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Passo 6 – Vamos agora escolher a disposição do teclado (layout do teclado)
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Passo 7 – No próximo passo vamos proceder à criação de um utilizador e definição do nome da máquina. Para isso devem indicar o nome completo do utilizador, nome de utilizador (username), password e nome da máquina.
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Passo 8 – Início do processo de instalação..A instalação demorou-me cerca de 30 minutos.
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Passo 9 – Depois de instalado, basta carregar em Reiniciar agora para que o sistema arranque via disco.
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Passo 11 – E voilá….cá estamos nós no novo e bonito Linux Mint 17. Esta versão apresenta de imediato um ecrã de boas vindas, que reúne um conjunto de informações sobre a nova versão.
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O Mint é sem duvida uma distribuição Linux a ter em consideração e arrisco-me a dizer que, em muitos aspectos, é superior à distribuição da qual deriva. Esperemos que este tutorial vos seja seja útil e caso tenham alguma duvida/questão ou sugestão, deixem em comentário.
Boas Instalações!

Licença: GPL
Download: Escolha aqui a versão que pretende
Homepage: Linux Mint

Descoberta a causa para a degradação das baterias recarregáveis

Há anos que nos deparamos com o problema das baterias dos nossos computadores portáteis e dispositivos móveis. Apesar de existir uma série de teorias para o facto das baterias de lítio irem perdendo capacidade ao longo do tempo de utilização, a verdade é que ainda não existia nenhuma explicação científica para tal.
Agora, um grupo de investigadores do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) conseguiu finalmente perceber o porquê do desgaste das baterias, o que abre caminho para a solução desse problema.
battery
A teoria das baterias de lítio viciadas, na qual ainda muitos acreditam, há muito que foi desmistificada, contudo o problema do seu desgaste e consequente perda de capacidade ao longo dos ciclos de carga e descarga ainda era uma incógnita.
De uma forma simples, quando um dispositivo está a ser utilizado e a energia da bateria está a ser consumida, isso significa que os iões de lítio estão a transportar a carga eléctrica entre os eléctrodos da bateria através de uma substância condutora, o electrólito.
O que já era conhecido era que à medida que este transporte acontece, ou seja, quanto mais a bateria force energia, mais os eléctrodos se degradam já que sofrem uma espécie de erosão, o que origina uma diminuição progressiva da autonomia total da bateria. Contudo, o causador dessa degradação ainda não era conhecido, para se poder actuar no problema.
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Segundo dois estudos publicados na Nature Communications, os investigadores do DOE descobriram que é a existência de nanocristais de sal que provoca a perda lenta mas progressiva da capacidade das baterias de lítio.
À medida que os iões de lítio se movem, ao entrarem em contacto com o óxido de níquel que faz parte da composição da bateria, formam os tais nanocristais de sal que à medida que se proliferam, como se de uma praga se tratasse, provocam alterações nas estruturas internas da bateria e fazem com que os iões de lítio se movam de uma forma menos eficiente.
Descoberto o problema, agora há que atacá-lo. Mas esta parece ser mais uma tarefa complexa e que levará alguns anos até que possa chegar ao consumidor.
Segundo os investigadores, está a ser criado um revestimento para os tais eléctrodos com elementos resistentes à cristalização, que terá, ao mesmo tempo, que garantir o normal funcionamento da bateria.


Via: Gizmodo
Fonte: Brookhaven

Surface Pro 3: Ainda não foi lançado e já apresenta problemas

Apresentado ao mundo a meio da passada semana, o Surface Pro 3 prepara-se para ocupar um lugar único num nicho de mercado onde poucos conseguiram entrar.
Neste momento o Surface ainda não foi lançado no mercado, mas tem andado nas mãos de repórteres que o têm analisado até à exaustão. E existe um ponto comum a todos. O Surface tem um problema grave na bateria e no processo de carregamento!
surface_pro_3_1

A aposta que a Microsoft fez neste novo Surface Pro pretende colocá-la numa posição confortável no campo dos ultrabooks, não sendo este equipamento um verdadeiro ultrabook.
A sua filosofia tablet proporciona uma forma diferente de trabalhar, fazendo dele um híbrido entre um tablet e um computador portátil, dando aos utilizadores o melhor destes dois mundos.
A crítica tem sido unanime em classificar o Surface Pro 3 como uma excelente máquina para o trabalho e a diversão, mas todos eles apontaram um problema recorrente e que pode colocar em causa o seu correcto funcionamento.
São vários os que afirmam que o Surface Pro 3, depois de ligado o carregador ao equipamento, este não carrega a bateria.
As confirmações destes problemas têm vindo a surgir em vários tweets de vários jornalistas conhecidos, confirmando o problema.
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Com o surgimento destas “queixas”, a Microsoft veio a público reconhecer o problema e também anunciar que está já a trabalhar numa resolução para o mesmo, sendo este lançado antes do início da comercialização do Surface Pro 3.

O lançamento do patch será feito de forma gradual, garantindo que todos os que comprarem o Surface Pro 3 possam ter acesso a essa correcção no momento da compra.
A má experiência com problemas relacionados com a bateria nos equipamentos tem já um histórico elevado. Foram vários os problemas e as situações que levaram a Microsoft a retirar actualizações do ar ou a lançar novas correcções para eliminar problemas com este componente essencial.
Homepage: Surface Pro 3

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ArchLinux – Como instalar sem espinhas (Parte 2)

O ArchLinux é uma distribuição Linux desenvolvida com o objectivo de ser o mais simples possível, dando ao utilizador o poder de tomar o maior numero de decisões possíveis quanto à sua configuração. No entanto, esta variante do Linux não é a mais indicada para utilizadores menos experientes, isto porque a instalação tradicional requer já alguns conhecimentos do mundo Linux…mas há solução!
Depois da parte 1, tal como prometido, hoje vamos terminar as configurações necessárias para que o nosso ArchLinux esteja pronto a funcionar.
archLinux_000
Configuração base do sistema
Passo 8) Para configurarmos o Arch Linux é necessário recorremos ao chroot – uma forma de isolar aplicações do resto do sistema.
Para isso basta executar o comando:
arch-chroot /mnt
Passo 9) O próximo passo é a instalação do idioma. Para isso basta abrir o ficheiro /etc/locale.gen e remover o comentário dos idiomas que pretendemos instalar.
Depois de escolhidos os idiomas e de termos saído do ficheiro executamos o seguinte comando para instalar os idiomas:
locale-gen
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Passo 10) Para definir o idioma para PT devem executar o seguinte comando:
LANG="pt_PT.UTF-8" locale > /etc/locale.conf
Passo 11) Relativamente à definição do esquema do teclado, basta que executem o seguinte comando:
echo "KEYMAP=pt-latin9" > /etc/vconsole.conf
Configuração do Fuso Horário
Passo 12) Para definirmos o nosso fuso horário, basta criar um link simbólico para de  /usr/share/zoneinfo/Europe/Lisbon para /etc/localtime
ln -s /usr/share/zoneinfo/Europe/Lisbon /etc/localtime
Criação da imagem modular initramfs
Para a criação do Initramfs, ficheiro que aponta para o Kernel Linux (executar certas tarefas antes de o root filesystem ser montado), basta usar a ferramenta mkinitcpio
mkinitcpio -p linux
Instalação do boot
O último passo é a instalação do bootloader para podermos escolher qual o sistema a arrancar. Para instalar o bootloader no primeiro disco (/dev/sda) e detectar automenticamente outros sistemas instalados, basta correr os seguintes comandos:
pacman -S grub
grub-install /dev/sda
pacman -S os-prober
grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg
E está feito. Vamos agora sair do ambiente de chroot e desmontar do /mnt/home e /mnt/
exit
exit
umount /mnt/home
umount /mnt
Por fim reiniciamos o sistema
reboot
Caso mantenham o .iso. devem escolher Boot Existing OS…
arch_015
Para arrancarem o sistema, basta que escolham Arch Linux
arch_016
Para entrarem no sistema apenas o utilizador root está disponível. Como não definimos password durante o processo de configuração, basta indicar o username.
arch_017
Licença: GPL
Download: Arch Linux 2014.05.01
Homepage: ArchLinux