sexta-feira, 29 de agosto de 2014

99% dos ataques são direccionadospara a plataforma Android

Trojans bancários que atacam smartphones triplicam em 2014
O número total de Trojans bancários móveis triplicou de Janeiro, alcançando os 4.500 programas maliciosos registados contra os 1.500 conhecidos no princípio do ano.
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Segundo os dados compilados pela Kaspersky, este crescimento foi determinado pelo interesse de dinheiro e a cada vez mais activa resistência das companhias antivírus, que obriga aos cibercriminosos  a criar mais Trojans para tentar atingir os seus objectivos.
A Rússia, os EUA e a Ucrânia ocupam os três primeiros postos do top 10 dos países atacados por Trojans bancários móveis, completando a lista países da UE como a Itália (4º lugar), Inglaterra (9º) e Alemanha (10º). A Bielorrússia, a Coreia do Sul, o Cazaquistão e a China completam o ranking com os 5º, 6º, 7º e 8º lugares.
Apesar do aumento de Trojans bancários móveis, registou-se uma queda no volume total do malware móvel detectado, que é 1,7 vezes menor que na primeira parte do ano. Em concreto, a equipa de segurança da Kaspersky Lab detectou no segundo trimestre 727.790 pacotes de instalação, 65.118 novos programas maliciosos móveis e 2.033 novos Trojans bancários móveis.
Facebook
O principal alvo dos cibercriminosos continua a ser a plataforma Android, à qual se dirige 99% dos programas maliciosos móveis. 
Dos estados da EU, aparece no segundo lugar desta lista a Alemanha (6,08% de ataques), seguida na quarta posição pela Polónia (5,02%), com a França a aparecer no oitavo lugar (2,32%). A Rússia mantém-se como o país mais atacado do mundo, acompanhada por nações como a Ucrânia, o Vietname ou o México.
trojans
Na estatística dos objectos maliciosos detectados para dispositivos móveis no segundo trimestre destacam-se as aplicações publicitárias potencialmente não desejadas (27%), seguidas de perto pelos Trojans SMS (22%). Embora a incidência destes dois tipos de ameaças móveis apenas tenha variado, o Risktool subiu do quinto para o terceiro posto, aumentando a sua percentagem no fluxo de malware móvel de 8,6% para 18%. Trata-se de aplicações que são legais em alguns casos (apps publicitárias) mas que são potencialmente perigosas para os utilizadores, já que um uso irresponsável por parte do dono do smartphone pode gerar perdas financeiras.